Qual o valor da verdade de alguém que se diz nunca errar?
Agosto 3, 2009
Duas bolas por favor (Danuza leão)
Julho 30, 2009
Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar
e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só. Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções,de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual,mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres
continua com pavor de ser rotulada de ‘fácil’).
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo,mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá,mas se obriga a ir malhar. E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em ‘acertar’, tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação…
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão…
Às vezes dá vontade de fazer tudo ‘errado’. Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim:
‘Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora’…
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo,
o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do ‘Law and Order’, uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago . . .
*
ALMAS GÊMEAS….
Ninguém jamais conseguiu explicar como foram
criadas as Almas Gêmeas, mas eu me lembro
bem dessa história…
Estavam lá no céu, todas as almas…
Umas eram somente Razão…
Outras somente Emoção…
Duas filas distintas…
Finalmente chegou a minha vez
de ser colocado em uma das filas.
Olhei para ambas e me
identifiquei com a da Razão…
Acontece que, quando avistei você
na fila da Emoção, meus olhos brilharam…
Foi como se fosse um imã a me puxar !
Aproximei-me do criador e lhe disse:
– Eu gostaria de ficar na fila
da Emoção, pode ser????
É que existe uma doce alma lá,
que me encantou !
– Está bem, me falou ele…
Você até poderá escolher seu lugar,
mas antes quero lhe explicar algo,
depois então você fará a sua opção…
– Existem Almas que são Gêmeas…
Tudo nelas é igual !
A única diferença que eu coloquei
foi a Razão e a Emoção justamente
para que elas possam se completar !
É como se fosse um encaixe…
Possuo uma grande percepção
para distinguir as Almas Gêmeas
e por isso entendi que aquela
que se encontra ali
na fila da Emoção é a sua,
daí querer te colocar na da Razão…
Caso vocês fiquem juntos, o encanto
das Almas Gêmeas se acabará…
Ao passo que se ficarem separados,
ela permanecerá !
No entanto, devo lhe contar algo…
As Almas Gêmeas nem sempre
se encontram, porém vivem sempre
unidas pelo coração e por elas próprias…
Por outro lado quando se encontram,
jamais se separam, nem mesmo eu
consigo executar esse afastamento !
Entendi naquele momento que
a Razão não sobrevive
sem a Emoção !
E a Emoção por sua vez,
precisa da Razão para viver !
Nesse instante fiz a minha escolha:
– Prefiro a fila da Razão !
Razão !
Encaminhei-me para o meu lugar…
Me posicionei e nesse mesmo instante,
você que até então, não tinha
percebido a minha presença,
olhou-me e sorriu !
Hoje, eu sou a Razão….
Você a Emoção…
Eu te dou o chão
e você me leva à lua !
Hoje eu entendo o que
o Criador quis me dizer com:
É COMO SE FOSSE UM ENCAIXE…
Hoje, eu sou a Razão
correndo atrás da Emoção !
E você a Emoção
pedindo aos céus para que eu possa
pertencer a mesma fila que você !
Mas o que você não sabe é que
fui eu quem escolheu o meu lugar…
Só para ser a sua Alma Gêmea !
O que você não sabe é que,
mesmo antes de pertencer
a qualquer uma das filas…
Eu já te amei !
Quando voltarmos para o lado de lá,
você há de entender tudo isso
e se eu puder escolher
uma das filas novamente…
Eu ainda vou querer
ficar separado de você !
A única diferença é que
escolherei a fila da Emoção,
para sonhar como você sonhou !
E que você fique na da Razão,
para entender o quanto eu sofri !!
Jamais me subestime!
“CHORO ATÉ SECAR A ALMA DE TODA MÁGOA
DEPOIS EU PASSO PRÁ OUTRA
COMO MUTANTE
NO FUNDO SEMPRE SOZINHO
SEGUINDO O MEU CAMINHO
AI DE MIM QUE SOU ROMÂNTICA…”
JORNAL O DIA
Domingo, 21/junho/2009
Lamentações
José Hamilton Bezerra Lima
(promotor de justiça)
Feliz não é aquele que não sofre, e sim aquele que tem a coragem de sofrer. Não há pessoa humana, por rica ou poderosa que seja, sábia ou bela, que não tenha a sua cota de sofrimento, de provações, de contrariedades, a experimentar a vida.
Cada pessoa é a própria medida do seu sofrer. Nós é que fazemos os sofrimentos maiores ou menores, segundo as dimensões e os medidores da nossa sensibilidade, das nossas suscetibilidades. O mesmo sofrimento, para uns, pode ser estóica e heroicamente suportado, e para outros angustiosa e dolorosamente tolerado.
Padre Manuel Bernardes em seu livro “Novo Floresta”, conta a seguinte história, que nos oferece uma perspectiva interessante e instrutiva, a respeito da dimensão do sofrimento de cada pessoa. Um eremita, em plena solidão do deserto, tinha como único alimento diário uma maçã, que um anjo do céu ali deixava todas as manhãs, junto à pedra onde repousava a sua cabeça. Um dia, cansado daquela vida, austera e cansado de tantas privações, foi vencido pela tentação de abandonar aquelas lugares ermos e procurar ambiente onde pudesse viver mais humanamente e morrer mais tranquilamente. Toma do seu cajado, e começa a sua jornada, sempre acompanhado do leito tranquilo do rio, quando a certa altura, se depara com outro eremita, mais alquebrado pelos anos, mais magro de carne, mais cadavérico do que ele. Quando lhe conta as decisões de abandonar as penitências que vinha fazendo no deserto, porta-se ele de joelho aos pés, e, com lágrimas nos olhos, lhe pede que não faça tamanha descaridade com ele, revelando que se alimenta diariamente somente com as cascas das maçãs que ele comia, e que desciam pela água daquele rio.
Nós nos lastimamos e nos revoltamos com os nossos sofrimentos, julgando-o humanamente insuportáveis, e que para outros seriam prazer e felicidade, se pudessem trocar pelos seus pesares e angústias. Se realmente nos déssemos ao trabalho e pesquisa de examinar o sofrimento de muita gente, levantaríamos agradecidos os olhos aos céus pela felicidade do sofrimento que suportamos.
O que importa, porém, como princípio de sabedoria não é medir o nosso sofrer ou comparar a nossa vida, com o sofrer da vida dos outros. É, sim, aceitarmos, com heroicidade, o sofrimento como condição e condimento da própria vida. Será com o peso das nossas aprovações que temos que galpar e escalar a montanha da vida. Aqueles que se abatem se deixam vencer pelo pessimismo e pelo desespero estão-se marginalizando da própria vida, e jamais conseguirão alcançar vitórias e triunfos, porque só venceremos quando realmente formos maiores do que os nossos próprios sofrimentos e dificuldades.
Irmão, não se lamente das dores e dos seus sofrimentos. Lamenta-se, sim, no dia em que sentir que lhe falta coragem e paciência para suportar as difiuldades e os percalços da sua vida.
BARRIGA É BARRIGA…
por Arnaldo Jabour
Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais. Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte.
Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício – entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho – mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna:
A tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?
Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da preguiça. Passava 4/5 do dia deitado numa rede,bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico viveu 90 anos.
Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa enquanto você ainda tem saúde…
E viva o sedentarismo ocioso!!! Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda a eternidade para ser só osso!!!
Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!! Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA!!! O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO!!!
VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!!
Você, menina bonita, tem pneus? Lógico, todo avião tem!
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REDAÇÃO DO CONCURSO DA VOLKSWAGEM
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Acho lindo quando as pessoas dizem que estou mentindo. Não, não minto de jeito nenhum.
“uma verdade pela metade é o mesmo que uma mentira inteira “
Odeio pessoa mentirosa! Tenho discrepância.