"Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer
Eu acho tão bonito
Isso de ser abstrato, baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer (eu vou sobreviver)
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber"
And the wind talked: Now you can fly.
Agosto 28, 2008
Kings and queens
Agosto 27, 2008
Long ago in days I'm told Were ruled by Lords of greed Maidens fared with gold they dared To bare their wombs that bleed Kings and queens and guillotines Taking lives denied Starch and parchment laid the laws When bishops took the ride Only to deceive Oh I know I lived this life afore Somehow know now truths I must be sure Tossin, turnin' nightmares burnin' Dreams of swords in hand Sailin' ships the Viking spits The bold of father's land Only to deceive Living times of knights and mares Raising swords for maidens fair Sneer at death Fear only loss of pride Living other centuries Deja vu or what you please Follows true to all who do or die Screams of no reply They died Screams of no reply And died Lordy Lordy they died Lordy Lordy they died Live and do or die They died Live and no reply They died (Aerosmith)
Ele não sabia o que fazer… A angústia de ter que refrear seus impulsos juvenis em nome das responsabilidades que assumira era causticante.
Pensava: – Por que manter tantas obrigações se meu íntimo parece desejar só frivolidades? Que maldito espelho encontrei para moldar a mim mesmo!
Mesmo assim, a satisfação dos caprichos que adquirira, de que agora já não abria mão, dependia fatalmente da repetição de seus afazeres rotineiros. Sentia-se um idiota por protagonizar um drama de que tinha a clara impressão fora já vivido por outros antes dele. A velha e sedutora pretensão de exclusividade caía por terra, e, a esta altura, J. não se olhava senão como um simulacro, uma versão pessoal da mesma novela estrelada por muitos antes dele.
– Então é isso? É isso que ganhamos ao envelhecer? – esbravejava. – Não acredito que a vida se resume a solucionar a trama da novela das 08:00!!
O mundo pesava sobre seus ombros e nada lhe restava senão se socorrer do que mais repelia, pois, apesar de ser um jovem corajoso, não tinha naquele momento a força necessária para solitariamente lenir a dor que sentia. Talvez, só talvez, pensava ele, os mais velhos lhe servissem para algo.
Os dias se passavam sem que J. pudesse encontrar um jeito de conviver pacificamente com sua dor.
– Deve haver uma maneira de compreender melhor isso tudo… Preciso encontrar um novo significado para as coisas! – pensava ansiosamente o jovem rapaz, ao mesmo tempo em que não antevia outra opção senão, finalmente, render-se ao início de um longo e profundo aprendizado. Renunciava, não sem muito resistir, ao papel de mestre de si mesmo que até ali ostentava como símbolo imaculado de sua identidade.
“Mestre de si mesmo…” – a apoteose de suas reflexões existenciais. Em todos os afluentes que tomava, tornava à mesma questão. As águas da razão começaram, e apenas começaram, ruir barragens de alcatrão que vendavam-lhe os olhos. Principiou-se uma longa jornada, apenas puxou a âncora e soltou amarras a um mar de mistérios, mar de monstros e dragões a serem vencidos.
– Acordar não é de dentro, acordar é ter saída – rememorou os versos de um livro que lera. Já não era senhor de seus pensamentos. Tudo se impunha por si, fazendo-o ver. Deixando-o crer-se diferente, um J. que não mais ansiava pelo passar das horas. E que decidiu, naquele instante, num surto de claridade, erguer a primeira das bases que lhe sustentariam. Dali em diante levaria a vida noutro movimento, estava mesmo inclinado a pesquisar.
Dias e dias absorto em suas observações. Todas as coisas eram indagadas. A angústia e a impaciência com que enfrentara o trânsito foram analisadas friamente. E mesmo dores de cabeça, enjôos e irritações… O porquê de todas as coisas lhe era exigido impetuosamente. Exigido por sua própria natureza. Tinha o coração de estudante e se comprazia com isso.
Estava, enfim, satisfeito com sua existência.
Mas foi nesse mundo, onde presente constantemente vira passado, que tornou a cair no poço escuro e inerte de uma sobrevivência ordinária. A alegria de aprender formava um passado imperfeito, um passado não terminado e interrompido por suas vicissitudes.
Estudar exige mesmo um fim, que não raro se confunde com o próprio caminho. Só que a fresta não brilhou o suficiente para que J. assim percebesse. Faltou-lhe talvez um pouco mais do azul celeste ou do branco das nuvens que molham o alto dos céus de toda compreensão.
Ouvia somente a cadência abrasiva de seus desejos imediatos. Todas as suas vontades deveriam ser satisfeitas. As horas voltaram a ser intermináveis, mas os dias, esses, como corriam… E a vida escorria por suas mãos, passeava aos seus olhos novamente.
Para quem me odeia
Eu te amo. E não seria metade do que sou sem você, juro.
É seu ódio profundo que me dá forças para continuar em frente, exatamente da minha maneira.
Prometa que nunca vai deixar de me odiar ou não sei se a vida continuaria tendo sentido para mim.
Eu vagaria pelas ruas insegura, sem saber o que fiz de tão errado.
Se alguém como você não me odeia, é porque, no mínimo, não estou me expressando direito.
Sei que você vive falando de mim por aí sempre que tem oportunidade, e esse tipo de propaganda boca a boca não tem preço.
Ainda mais quando é enfática como a sua – todos ficam interessados em conhecer uma pessoa que é assim, tão o oposto de você.
E convenhamos: não existe elogio maior do que ser odiado pelos odientos, pelos mais odiosos motivos.
Então, ser execrada por você funciona como um desses exames médicos mais graves, em que “negativo” significa o melhor resultado possível.
Olha, a minha gratidão não tem limites, pois sei que você poderia muito bem estar fazendo outras coisas em vez de me odiar – cuidando da sua própria vida, dedicando-se mais ao seu trabalho, estudando um pouco.
Mas não: você prefere gastar seu precioso tempo me detestando.
Não sei nem se sou merecedora de tamanha consideração.
Bom, como você deve ter percebido, esta é uma carta de amor.
E, já que toda boa carta de amor termina cheia de promessas, eis as minhas:
Prometo nunca te decepcionar fazendo algo de que você goste. Ao contrário, estou caprichando para realizar coisas que deverão te deixar ainda mais nervoso comigo.
Prometo não mudar, principalmente nos detalhes que você mais detesta. Sem esquecer de sempre tentar descobrir novos jeitos de te deixar irritado.
Prometo jamais te responder à altura quando você for, eventualmente, grosseiro comigo, ao verbalizar tão imenso ódio. Pois sei que isso te faria ficar feliz com uma atitude minha, sendo uma ameaça para o sentimento tão puro que você me dedica.
Prometo, por último, que, se algum dia, numa dessas voltas que a vida dá, você deixar de me odiar sem motivo, mesmo assim continuarei te amando. Porque eu não sou daquelas que esquece de quem contribuiu para seu sucesso.
Pena que você não esteja me vendo neste momento, inclusive, pois veria o meu sincero sorrisinho agradecido – e me odiaria ainda mais.
Com amor, da sua eterna.
Fernanda Young.
Reaja!
Porque é a sua verdade
sua realidade
Reaja!A pobreza vai tentando destruir você
A sociedade vai tentando adequar você
A igreja vai tentando converter você
O Estado vai tentando controlar vocêA TV está tentando iludir você
A campanha está tentando enganar você
A polícia está tentando enquadrar você
A regra esta tentando banir vocêReaja!
(Reaja/Inkoma).
Erro.
Agosto 20, 2008
É muita confusão.
Idéias substanciais insistem em perturbar. Passado presente,envolvendo erros. Grandes erros cometidos. Sinal de que tudo pode voltar, ou talvez não, nunca se sabe…
Vontade de manter o pé no chão ou de dar voto de confiança. Bem, comer morango e fazer careta pode fazer sentido no sentido de que nem tudo que é lindo é doce, até mesmo porque o doce na língua uma hora se torna amargo.
Fenômeno RAM com flash de um filme romântico e de suspense invadem meu subconsciente, você fala e age sem pensar, `as vezes, nem sempre. E tudo complica. A água do pote transborda quando você vai com muita cede, você se joga no mar, se perde, se afoga, e morre e some e vira cinzas no ar.
Tudo de novo seria pesado demais pra suportar. Já veio forte, veio como jogo sujo, chegando a agonizar sem saber o que será. A ferida já foi profunda, sei que sou forte, nem tanto quanto pensei, mas sei bem como me curar, está difícil e assim eu não sei… Eu só queria a certeza de que tudo vai ser diferente. Sem promessas, sem erros. Ou que pelo menos os erros passados não se repitam novamente. Seja lá de que lado a bala vier.
LLC*
Ser ou não ser, eis a questão.
Agosto 19, 2008
| “ | Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre Em nosso espírito sofrer pedras e setas Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja, Ou insurgir-nos contra um mar de provocações E em luta pôr-lhes fim? Morrer.. dormir: não mais. Dizer que rematamos com um sono a angústia E as mil pelejas naturais-herança do homem: Morrer para dormir… é uma consumação Que bem merece e desejamos com fervor. Dormir… Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo: Pois quando livres do tumulto da existência, No repouso da morte o sonho que tenhamos Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios. Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo, O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso, Toda a lancinação do mal-prezado amor, A insolência oficial, as dilações da lei, Os doestos que dos nulos têm de suportar O mérito paciente, quem o sofreria, Quando alcançasse a mais perfeita quitação Com a ponta de um punhal? Quem levaria fardos, Gemendo e suando sob a vida fatigante, Se o receio de alguma coisa após a morte, –Essa região desconhecida cujas raias Jamais viajante algum atravessou de volta – Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos? O pensamento assim nos acovarda, e assim É que se cobre a tez normal da decisão Com o tom pálido e enfermo da melancolia; E desde que nos prendam tais cogitações, Empresas de alto escopo e que bem alto planam Desviam-se de rumo e cessam até mesmo De se chamar ação.[1] (…) |
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