Quando me amei de verdade,compreendi que em qualquer circunstância,eu estava no lugar certo,na hora certa,no momento exato.E,então,pude relaxar.

Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima.

Quando me amei de verdade,pude perceber que a minha angústia,meu sofrimento emocional,não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades.

Hoje sei que isso é…Autenticidade.

Quando me amei de verdade,parei de desejar que minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o crescimento.

Hoje chamo isso de…Amadurecimento.

Quando me amei de verdade,comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo,mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada,inclusive eu mesma.

Hoje sei que o nome disso é…Respeito.

Quando me amei de verdade,comecei a me livrar de que não fosse saudável…Pessoas,tarefas,tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo.De início,minha razão chamou essa atitude de egoísmo.

Hoje sei que se chama…Amor-próprio.

Quando me amei de verdade,deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos,abandonei os projetos megalômanos de futuro.

Hoje faço o que acho certo,o que gosto,quando quero e no meu próprio ritmo.

Quando me amei de verdade,desisti de querer ter razão e,com isso,errei muito menos vezes.Descobri a…Humildade.

Quando me amei de verdade,desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro.Agora,me mantenho no presente,que é onde a vida acontece.

Hoje vivo um dia de cada vez.Isso é…Plenitude.

Quando me amei de verdade,percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar.Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração,ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Isso é…Saber viver!!!

Vai ser culta assim lá longe!
Leiam até o final, é muito legal!Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco – (Recife), que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.

Redação:

 

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida.
E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.

O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo.

Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.

Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.

É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia
tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu
repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver
aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e
voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

 

Vivo, vivo, vivo…

Julho 17, 2008

O tempo vai passando, o apego às pessoas fica a cada dia maior e, a gente vem com a pretensão de amar, de dizer eu te amo sem nem ao menos saber se realmente é amor.

Eu na minha pequena experiência de vida, mas bastante e necessária para saber diferenciar bem os sentimentos, vejo que paixão é paixão. Coisa bem passageira, que no entanto enquanto haver, vem nos trazendo uma vontade gigante de gritar pra pessoa o quanto gostamos dela, o quanto queremos estar junto o tempo todo, olhar o sorriso, o olhar, os gestos e por aí vai. Estamos no começo, é um belo principio como sempre, não sabemos até onde isso tudo vai, que proporções isso deve tomar, mas que é bom isto, ninguém pode negar.

Aquele friozinho na barriga minutos antes que a pessoa apareça no portão com um belo sorriso estampado dizendo “olá! Já estou aqui pra te ver”. O medo que vem junto, de se entregar, cair de cabeça e de uma hora para outra estar derramando prantos, por alguns erros.

É tão chato e ao mesmo tempo tãããão apaixonante sentir essas coisas. A cada término um novo recomeço e ir dormir pensando besteira, ligar no meio da madrugada pra dizer que sente saudade e que não vê a hora que chegue o pôr-do-sol do dia seguinte só pra sentir novamente o abraço e, ficar na sacada sentada vendo as nuvens caminhando levando seus pedidos, seus segredos…

Reencontrar a pessoa por quem se está suspirando é tão mágico, tão hilariante, que o sorriso vem sem mesmo a gente querer. Tento fazer cara dura, pra não deixar transparecer que o coração está palpitando de felicidade, mas não tem como, é muuuita felicidade.

Sentir-se amada, apesar de não saber até quando vai, se vai durar meses, anos…o que importa que estou amando, estou sendo amada, e o que realmente importa é saber que existe alguém que também vai dormir pensando em você.

É triste a incerteza do amanhã. E daí?! Mais vale o presente cheio de lindas filosofias e palavras recheadas de sentimento, do que ficar pensando o que vai ser daqui a algum tempo. Estou relaxada, apesar de não te deixar ver e, sei lá… já fui tão travada em alguns desses péssimos tempos, que ultimamente só penso em deixar rolar, se rolar tudo belezinha deixa eu rir a vontade, se os ventos estão ruins e há poeiras querendo fazer chorar então chorarei.

O que não vale é não viver profundamente o que lhe está sendo proporcionado. Aproveito, aproveito cada segundinho do meu tempo, não embora sem medo, pois este insiste em me perseguir. Mas vivo,vivo,vivo…

 

LLC*

Julho 15, 2008

Você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui…
 Quero acordar de manhã
do teu lado
E Aturar qualquer babado
Vou ficar apaixonado,
no teu seio aconchegado

Ver você dormindo e sorrindo
É tudo que eu quero pra
mim
Tudo que eu quero pra mim…

Com a fé no dia-a-dia
Encontro a solução
encontro a  solução

Quando bate a saudade
Eu vou pro mar
Fecho os meus olhos
e sinto Você chegar, você
chegar, fisico, fisico,fisico

Ver você dormindo,tão lindo

É tudo que eu quero pra mim,tudo que eu quero pra mim.

lálálálálá…

você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui…percorri milhas e milhas antes de dormir…eu não cochilei…(F)

Sabe, a vida as vezes pode estar uma merda, tudo querendo te tirar a alegria de viver, tudo querendo desabar de uma vez só sobre sua cabeça, mas…

Esses dias tenho procurado formas, mil formas diferentes de achar motivos pra não perder as forças e os risos, esses que mesmo num momento muito dificil me ajudam de vez em qndo a continuar.

Medo, muito medo do que vai ser daqui a 10 anos, nova idade vem chegando, mais preocupação. Medo de perder a voz da mãe, de não ter um ensino superior, de não ser ninguém na vida, de não ter alguém, de ficar sozinha, de perder pessoas queridas, de perder o emprego, e vem stresse, depressão, choro, risos desfarçando tristeza.

Vontade de ir embora, de sumir, de ir pro Japão, vontade de tomar um banho de água fria bem demorado com a ilusão de lavar a alma e todos os problemas, vontade de correr um quilometro, comer tudo que vier pela frente sem medo de engordar, vontade de perder a memória, de esquecer quem sou eu…

Porque tem dias que um simples ato de uma pessoa poderia mudar o maior problema da gente, ou um simples ato causar mais tristeza ainda, um “ignore”, uma palavra errada, um não, um adeus, um estou ocupada me desculpe, um “bem feito eu te avisei”…

Por isso que às vezes parece revolta da minha parte mas a minha frase predileta é nada mais que foda-se!, que também pode parecer grosseria, mas não deixa pra mim de ser uma simples forma de desabafar os problemas sem ter que dizer nada pra ninguém, afinal de contas mesmo sabendo o que acontece comigo, ninguém sabe como eu realmente me sinto, que muitas vezes pode parecer besteira. É fácil, bem facinho pras pessoas dizerem meu Deus que menina drámatica, mas ninguém está no meu lugar pra saber que grandes são minhas angústias.

Então meus amigos e minhas amigas,

Foda-se!

Foda-se tudo que falam de mim, tudo que pensam de mim. Só eu sei o que se passa por dentro de mim. Não sou rancorosa(graças a Deus)e nem tenho mágoas de ninguém, muito pelo contrario, amo tudo que está ao meu redor, mesmo sabendo que corro o risco de ser odiada pelo simples fato de ter nascido. Eu não tive culpa, também não tive culpa por existir dinheiro e pelas pessoas serem tão gananciosas e capitalistas.

Mas quer saber?

Dinheiro pra mim não vale nada, apesar do mundo todo viver as custas dele. Sinto muito se eu não nasci em berço de ouro e se não fui a mina de ouro que queria que eu fosse, sinto muito se vc da valor a materiais baratos que pra meu sentimento não tem o menor valor.

Valor tinha sim. O beijo, o abraço, o “está tudo bem”? que vc nunca me deu na hora que eu mais precisava.

Só quero que saiba que apesar de tudo eu te amo muito, e nunca vou deixar de usar o anel que se chama amor de mãe, mesmo que você não acredite nele. E quero que saiba que não sou o monstro que pensa que pôs no mundo.

Sem melancolia, ressentimento, ou maldade. Mas você nunca mereceu meu amor, este que eu sempre dei sem pedir nada em troca, esperando que parasse de gritar e me chamar de vagabunda ao invés de simplesmente conversar, e parasse de se reclamar por causa das contas. Muitas vezes eu só queria um olhar de compreenssão enquanto eu chorava pelos seus erros e suas injustiças, por tudo isso só lamento por ter sido cega a ponto de não ver o anjo que lhe protegia.

Eu sinto muito se não sou perfeita.

Me desculpe por tudo!